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William Gomes diz estar a viver “a melhor temporada da carreira” em entrevista à Globo Esporte

“Tem sido uma temporada muito boa” para William Gomes, avançado brasileiro que confessa estar a viver “a melhor fase da carreira” no FC Porto, clube ao serviço do qual soma 12 golos e é o segundo melhor marcador, apenas atrás de Samu (20). “Acredito que estou a viver um grande momento e quero continuar a marcar para ajudar a equipa”, afirmou em entrevista à Globo Esporte.

Na segunda temporada de Dragão ao peito, Francesco Farioli lançou William Gomes em 38 ocasiões e o camisola 7 deu resposta positiva “numa posição em que sempre quis jogar”, porque acredita que é “mais criativo” no corredor direito do ataque. Os números estão à vista e o extremo de 20 anos não parece querer abrandar, já que “um dos objetivos é chegar à seleção brasileira” e, para isso, tem de “estar pronto quando a oportunidade surgir”.

Ponto alto da carreira
“Tem sido uma temporada muito boa, a melhor da minha carreira. Têm acontecido várias coisas positivas. Acredito que estou a viver um grande momento, uma boa fase, e quero continuar a marcar golos e a ajudar a equipa de alguma forma. Fui feliz nos últimos jogos e o apoio dos adeptos é muito gratificante, porque sentes que o teu trabalho está a ser valorizado e reconhecido e isso é um prazer enorme.”

Período de adaptação
“Toda a gente passa por um período de adaptação e nem sempre é fácil. Para algumas pessoas pode ser mais tranquilo e para outras mais turbulento. O meu início no FC Porto não correu como esperava. Achava que ia jogar mais, a equipa não estava tão bem no campeonato e as coisas foram complicadas, mas mantive o foco, continuei a trabalhar no duro e conversei muito com as pessoas do Clube.”

A ligação com Jorge Costa
“Falava muito com o Jorge e ele dizia-me que era normal passar por esse período de adaptação e que devia continuar a trabalhar, porque as coisas aconteceriam aos poucos. Confiei muito nele. Fui trabalhando cada vez mais e, no Mundial de Clubes, tive a minha primeira oportunidade como titular. Para mim foi um momento-chave, porque percebi que estava preparado e, no início desta época, consegui manter esse ritmo.”

Thiago Silva
“O Thiago Silva é um ídolo para todos nós. Sou muito amigo do Pepê e nós costumamos ficar nervosos quando estamos ao lado do Thiago, porque não é uma experiência que aconteça todos os dias a qualquer pessoa. Ele tem-nos ajudado bastante. Ainda no último jogo conseguiu orientar-me, sempre com base na experiência dele, e ajudou-me a perceber o que precisava de melhorar. É bom existir essa partilha e ligação. A chegada dele foi muito positiva.”

O lado direito do ataque
“É uma posição em que eu sempre quis jogar. Fiz praticamente toda a minha formação a extremo esquerdo, com alguns jogos pela direita, mas atuava mais pelo corredor esquerdo. Ainda assim, sempre quis jogar do lado direito. Com a chegada do mister Farioli, e depois da lesão do Pepê, comecei a jogar na direita e acho que me adaptei.”

Os conselhos de Farioli
“Falei com o mister e ele disse-me que me sentia mais confortável ali. Hoje é a posição em que me sinto bem. Gosto de atuar pelo corredor direito. Claro que também consigo jogar à esquerda, mas prefiro jogar à direita, porque acredito que sou mais criativo.”

Dentro e fora das quatro linhas
“O psicológico é a parte mais importante no futebol. Se não estivermos bem, as coisas não acontecem, por isso é que eu tento trabalhar tanto o psicológico no meu dia a dia, para que tudo flua da melhor forma. De manhã treino com o Clube, depois volto para casa e faço trabalho de recuperação. O futebol vai muito além das quatro linhas. Acho que todos os jogadores precisam de se preparar cada vez mais, porque não é só no campo que treinamos. Vivo intensamente o futebol.”

A seleção brasileira
“Temos de acreditar. Sei que é muito difícil, porque o Brasil tem muitos jogadores de qualidade, mas é um sonho que tenho. Já tive a oportunidade de defender a seleção nos escalões de formação e sei que é um grande privilégio. Um dos meus objetivos é chegar à seleção principal e tento preparar-me diariamente para isso. Não sei quando vai acontecer, mas continuo a trabalhar para estar pronto quando a oportunidade surgir.”

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