Declarações de Francesco Farioli após o FC Porto-Nottingham Forest (1-1)
O FC Porto empatou nesta quinta-feira diante do Nottingham Forest (1-1), no Estádio do Dragão, na primeira mão dos quartos de final da Liga Europa. Lamentando as “várias oportunidades” desperdiçadas pelos azuis e brancos que poderiam ter valido “uma boa vitória” e a vantagem na eliminatória, Francesco Farioli elogiou a reação dos adeptos ao autogolo de Martim Fernandes e deixou uma garantia para a viagem a Inglaterra: “Daqui a uma semana vamos a Nottingham jogar as nossas cartas e as nossas possibilidades de passar esta eliminatória”. Para já, sublinhou o treinador italiano, há que visitar o Estoril “com a mente limpa”.
Ineficácia custou caro
“Penso que hoje só houve uma equipa que fez tudo para ganhar: nós. Criámos várias oportunidades e tivemos vários remates enquadrados. Criámos o suficiente para conseguirmos uma boa vitória, mas quando não se tem o instinto matador, acontece o que aconteceu hoje. Pelos números, é muito claro que merecíamos ganhar e por mais do que um golo.”
A este nível não se pode perdoar nada
“Houve o autogolo e a lesão do Martim [Fernandes] e isso altera as dinâmicas do jogo ao fim de 20 minutos, tivemos de nos reconectar, mas a verdade é que na primeira parte tivemos alguns momentos em que não estivemos no nosso melhor. A este nível, quando nos colocamos em boas posições para rematar, temos de marcar. Quando é para matar, é para matar, não se pode esperar pelas oportunidades seguintes. Hoje não estivemos ao nosso nível na área adversária.”
A intensidade não foi a do costume
“Os primeiros minutos foram muito bem jogados, tivemos bons momentos com e sem bola. Foi um jogo bem jogado, embora nos tenha faltado a intensidade habitual, algo que temos de recuperar com a mesma fome e com o mesmo espírito que sempre tivemos. Hoje não estivemos ao nível que temos de estar em alguns momentos, mas defrontámos uma excelente equipa da Liga inglesa e que foi construída para vencer a Liga Europa. Agora vamos ao Estoril com a mente limpa.”
A reação do Dragão ao autogolo e a segunda mão
“A reação do estádio e dos colegas ao autogolo foi fantástica, os adeptos tentaram logo animar o Martim e a equipa. Quando se fala na família, não é só nos momentos bons, é também quando as coisas estão difíceis. Nesse momento demos alguma energia ao Nottingham quando eles não estavam a criar perigo. Hoje perdemos uma boa oportunidade para nos colocarmos numa boa posição, mas daqui a uma semana vamos a Nottingham jogar as nossas cartas e as nossas possibilidades de passar esta eliminatória.”
A pressão sobre o adversário
“É sempre difícil pressionar uma equipa que em dez saídas mete oito bolas longas, mas faltou-nos alguma intenção em estarmos mais perto deles e em recuperarmos a bola no meio-campo adversário. Algumas oportunidades nascem de bolas recuperadas no meio-campo adversário.”
Conversa com Vítor Pereira
“Falei com ele amigavelmente após o jogo e ele estava a desempenhar o seu papel. Quando estamos aqui, toda a gente quer ganhar, mas não podemos cair nas armadilhas dos jogos psicológicos. Quando formos a Nottingham, vamos defrontar uma equipa que vai jogar para se qualificar. Eles mudaram muito e nós também, mas a qualidade do nosso plantel permite-nos dar minutos e oportunidades a toda a gente. Este adversário gastou 250 milhões de euros no último mercado e tem vários jogadores de topo.”
O apoio dos adeptos
“Os adeptos esperavam um resultado diferente e a verdade é que merecíamos um resultado diferente. Temos de assumir a responsabilidade pelas oportunidades que falhámos, pois poderíamos estar a falar de um jogo completamente diferente. Os adeptos foram fantásticos durante todo jogo e têm-no sido durante toda a época, mas a menção que eles merecem hoje foi a reação que tiveram no autogolo. A época está a ser longa para todos, mas este é o momento em que a cabeça fria e o controlo emocional fazem a diferença. E isto aplica-se aos adeptos, a nós, treinadores, e aos jogadores. Temos total ambição e desejo de ir por tudo, pois temos a oportunidade de desempenhar um papel importante nas três competições que estamos a disputar, mas sempre com cabeça fria e com a humildade que tem sido uma das nossas maiores forças. Se formos capazes de manter todas estas coisas equilibradas, acredito que podemos vir a ter bons momentos.”
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