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Francesco Farioli sabe que “o fator casa se fará notar” no clássico frente ao Sporting (quarta-feira, 20h45)

Em desvantagem nas meias-finais da Taça de Portugal (0-1), o FC Porto recebe o Sporting na segunda mão e Francesco Farioli está certo de que “o fator casa se fará notar” no Estádio do Dragão (quarta-feira, 20h45, RTP1). “Acredito mesmo que nos podemos exibir ao mais alto nível e conseguir a reviravolta ao resultado obtido em Alvalade”, frisa o líder de uma equipa que vai entrar em campo para “jogar com a mentalidade que os adeptos incutem”: “Queremos mostrar quem somos para seguirmos para a final, que é o que temos em mente desde que entrámos na prova”.

Martim Fernandes “vai voltar à equipa”, Zaidu “vai continuar de fora, no processo de recuperação”, e o treinador garante que nas quatro linhas estará um grupo “que se comporta dignamente, que é forte, muito agressivo e está disposto a fazer uma grande exibição a todos os níveis, mas sem sentimento de vingança”. “Com todas as nossas limitações e problemas, a equipa sempre se esforçou ao máximo para ultrapassar as ausências e dificuldades e para jogar com o espírito do Dragão. É o que temos feito até agora e é o que queremos fazer amanhã”, resumiu.

Foco total na reviravolta
“É a quarta vez que os defrontamos. Não concordo com a ideia de que os conhecemos, porque nunca sabemos o que vamos encontrar. Vamos ver amanhã que tipo de estratégia será aplicada. É um grande jogo contra um adversário muito forte, como sempre disse. Tenho a certeza de que o fator casa se fará notar, acredito mesmo que nos podemos exibir ao mais alto nível e conseguir a reviravolta ao resultado obtido em Alvalade.”

Martim, Zaidu e os adeptos incansáveis
“O Martim Fernandes vai voltar à equipa e o Zaidu vai continuar de fora, ainda está no processo de recuperação. Sobre o recorde de assistência no Estádio do Dragão, há uma grande ligação entre a equipa e os adeptos, sabemos como os portistas são, sentimo-los em cada estádio onde jogamos. Estamos muito agradecidos. Esta aceleração dos números deve-se a termos começado a época com uma equipa muito jovem que não era favorita à conquista do campeonato, mas com o espírito de voltar ao melhor nível e de construir esse regresso em pilares bem sustentados. Este processo tem sido muito rápido, já houve jogos em que não fomos perfeitos, mas em poucas ocasiões os adeptos deixaram o estádio a pensar que não demos tudo. Com todas as nossas limitações e problemas, a equipa sempre se esforçou ao máximo para ultrapassar as ausências e dificuldades e para jogar com o espírito do Dragão. É o que temos feito até agora e é o que queremos fazer amanhã.”

Um jogo sem precedentes
“O jogo de amanhã está à parte do que aconteceu nas restantes competições, tem uma história completamente diferente das nossas caminhadas europeias e do campeonato. É um jogo único que nos pode guiar à final. Será um grande jogo frente a uma boa equipa, contra a qual temos lutado em todas as competições internas. A motivação será natural para um jogo incrível. Não acredito que o espírito deles esteja em baixo, porque vão defrontar o principal rival, a equipa contra quem lutaram a temporada toda. Desde que jogámos lá que temos esta vontade de os receber aqui no Estádio do Dragão, fazer um grande jogo e dar a volta à eliminatória com muita crença e desejo. Acredito que temos todas as possibilidades de o fazer. Conhecemos as qualidades individuais e coletivas deles, que já provaram nas várias competições, mas queremos mostrar quem somos para seguirmos para a final, que é o que temos em mente desde que entrámos na prova.”

O espírito do Dragão
“Encaramos todos os jogos com este espírito. Todas as semanas temos de somar pontos porque o ritmo dos nossos adversários é muito alto e o que o dérbi de domingo provou foi que estamos a competir com duas equipas muito fortes e que vão ter algo a dizer até ao final do campeonato. O jogo de amanhã é importante, mas só dá acesso à final, ainda falta um jogo depois ser disputado. Vamos passo a passo, amanhã podemos ter 90 minutos, 120 ou penáltis, tem de ser um jogo muito bem jogado do ponto de vista mental, tático e físico. Há muitos pormenores que podem sentenciar o jogo, o que requer muita atenção e concentração nos momentos defensivos e ofensivos, ainda mais do que as habituais, e também resiliência dos jogadores para que corram ainda mais cinco metros. Este jogo vai mesmo exigir uma exibição de alto nível. Acredito que estamos em boa forma para darmos essa boa réplica e o Estádio do Dragão fará o resto.”

A atitude de sempre
“A parte logística é uma das poucas áreas em que não tenho intervenção. Vamos recebê-los bem em campo, com a organização, o espírito e a agressividade certa em cada duelo, com a crença e o desejo de seguirmos em frente.”

Miguel Nogueira
“Já dirigiu o clássico com o Benfica, já esteve aqui muitas vezes como quarto árbitro e espero uma grande exibição porque terá grande influência no jogo e só as pessoas que merecem estar neste jogo é que vão estar. A nomeação indica que tem a qualidade para fazer um bom trabalho.”

Alan Varela
“Treinámos grandes penalidades, claro, tal como fizemos antes do jogo com o Nottingham. Claro que é sempre difícil replicar a pressão que existe no jogo, mas temos os nossos truques para gerar mais pressão aos jogadores. O Alan Varela assumiu uma grande penalidade muito importante em Guimarães, temos total confiança nele e, se houver uma oportunidade, ele terá a responsabilidade e a personalidade para bater e marcar.”

Preparados para os diferentes cenários
“O que é importante é abordar o jogo lance a lance, fazer uma grande exibição. Começamos a perder 1-0, mas isso não nos tem de levar à loucura desde o primeiro minuto. Temos de entrar fortes, como em todos os jogos. Às vezes ter mais bola faz com que pareças mais ofensivo, uma vez até dei os números das bolas que recuperámos no meio-campo ofensivo para mostrar que a demonstração de agressividade se faz sobretudo sem bola. Com bola, temos de enfrentar uma estrutura que é mais conservadora e obriga-nos a ter mais paciência porque, se atacarmos rapidamente no momento errado, vamos expor-nos ao contra-ataque, que é algo que queremos evitar. O jogo de amanhã tem de estar bem planeado para os diferentes cenários, temos de estar preparados para desfechos distintos, estamos mentalmente na forma certa, tal como a nível físico, como se viu no jogo frente ao CD Tondela, o terceiro em que percorremos maior distância em sprint depois de jogarmos com dez jogadores em Inglaterra. Não é suficiente, mas são elementos que nos dão a certeza de que podemos fazer uma boa exibição contra uma equipa forte. A combinação de vários fatores vai determinar o resultado.”

À margem de qualquer poluição
“Não precisamos de mais combustível para estarmos motivados. Estamos numa posição em que não precisamos de barulho ou caos, estamos muito confiantes e cientes das nossas qualidades e debilidades, estamos a tentar melhorar todos os dias. O resto, essa poluição que se vê nos comentários, não entra no balneário. Quero ver uma equipa que se comporta dignamente, que é forte em campo, muito agressiva e que está disposta a fazer uma grande exibição a todos os níveis, mas sem sentimento de vingança. A corrida é connosco mesmos. Vamos fazer de tudo para jogar esta meia-final com a mentalidade que os adeptos nos incutem, desligados das palavras que foram ditas nos últimos meses.”

Pepê e o ponto de partida para a segunda mão
“Se compararmos a eliminatória com o Nottingham e esta, há um grande período de distância. Acho que devíamos reconectarmo-nos à eliminatória a partir de um sprint que o Pepê faz aos 96 minutos para parar um jogador do Sporting de ir para a baliza. Acredito que essa corrida pode ser a que sela o apuramento, foi a que nos dá mais hipóteses de nos qualificarmos amanhã e é representativa de quem somos, de como esta equipa se comporta, o sacrifício que todos os jogadores fazem diariamente e o Pepê é um dos exemplos deste grupo. É um jogador que foi criticado por não marcar muito na Liga, mas faz um trabalho invisível, ajuda-nos sempre noutras coisas, faz um trabalho que cria melhores condições para os colegas. O que fez em Alvalade é o ponto de partida para esta eliminatória. Acho que essa ação será a que lembraremos como decisiva para o apuramento.”

A rotina na preparação do clássico
“De fora, é difícil acreditar, mas se perguntar aos nossos jogadores, preparamo-nos sempre da mesma forma, seja contra quem for ou para que jogo seja. Sou muito paranoico na forma como gosto de manter a rotina e olhar para todos os jogos da mesma forma, percebendo sempre que temos momentos diferentes em cada jogo. Uma das minhas principais regras é respeitar da mesma forma todos os adversários. Quanto às performances frente às equipas grandes, acho que fizemos um grande trabalho até agora, mas o passado está no passado, este é um novo capítulo e um novo momento da temporada, um jogo com muita história. Temos o desejo de chegar à final, demore 90 minutos, 120 ou penáltis. O que queremos é claro, queremos chegar à final e podem estar certos de que vamos fazer tudo por isso.”

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