Bernardo Lima renovou até 2031 e promete “dar o máximo para honrar o FC Porto”
Na reta final de uma época “desafiante, cansativa e exigente”, Bernardo Lima renova contrato com “o clube do coração” e promete “continuar a dar tudo” para “honrar esta camisola até ao fim”. Acabado de estender o vínculo com o FC Porto até 2031, o médio de 18 anos dá voz ao desejo de “chegar à equipa A e conquistar muitos títulos” vestido de azul e branco.
Os primeiros toques
“Comecei a jogar futebol por causa do meu primo. Nós éramos muito chegados, passávamos muito tempo juntos e, como ele jogava futebol e eu fazia tudo o que ele fazia, um dia lembrei-me e disse que também queria jogar. Eu ia sempre ver os jogos dele e disse ao meu pai que queria jogar, então ele inscreveu-me. Tinha cinco anos e, a partir daí, o futebol foi sempre a minha paixão.”
A ligação familiar ao hóquei
“O meu pai não percebe muito de futebol e ainda hoje diz que gostava que eu tivesse sido jogador de hóquei em patins, mas nunca foi contra a minha vontade. Seguiu sempre o meu sonho e ajudou-me muito desde o dia em que lhe disse que queria jogar futebol. É o meu maior apoio.”
O clube do coração
“Sou portista desde que nasci. A minha família é quase toda portista e desde pequenino que sempre me incutiram o que é ser Porto. Quando jogava na AD Sanjoanense recebi proposta de vários clubes, mas o que me chamou mais a atenção foi o FC Porto. Nem pensei duas vezes. Vim cá treinar algumas vezes e, quando o meu pai me disse que o FC Porto queria que eu jogasse aqui, fiquei muito feliz e aceitei logo.”
Paixão de infância
“Adoro vir ao estádio, ver os jogos, sentir o apoio dos adeptos, ouvir as músicas. Foi tudo isso que me fez apaixonar pelo Clube, além da capacidade de trabalho que as pessoas têm, a garra e a mística que nos distingue de todos os outros clubes. Continuo a apaixonar-me por este Clube todos os dias.”
Perfil traçado
“Há um aspeto que me distingue dos outros desde que sou pequeno, que é a minha resiliência, a minha capacidade de trabalho e a minha capacidade de liderança. Claro que com o passar dos anos vim a melhorar muito, graças a todos os treinadores e equipas técnicas que me ajudaram a crescer, mas acho que a minha capacidade de trabalho e de liderança sempre me distinguiram.”
2024/25 em retrospetiva
“Foi um ano de muito crescimento. Comecei a época nos sub-19 e tinha sempre aquele receio, não sabia se ia jogar ou não, porque tinha idade de sub-17 e estava a jogar com colegas que tinham mais dois anos do que eu. Lembro-me que a adaptação foi difícil, mas depois integrei-me. Inicialmente não era titular nos treinos com jogo, mas marquei um golo logo no primeiro jogo e, graças à minha capacidade de trabalho, o míster promoveu-me ao lote de capitães. Acabei por ser o capitão dos sub-19 num ano que foi muito especial para mim pelo grupo que criámos e pela união que tínhamos. No final da época estreei-me na equipa B e sinto que foi merecido por todo o trabalho que desenvolvi. A ajuda dos meus colegas fez-me crescer e estrear-me como profissional foi a cereja no topo do bolo.”
A braçadeira de capitão
“Significa muito. Sempre fui um dos capitães de equipa desde que cheguei ao Clube. É um orgulho para mim poder usar a braçadeira do nosso Clube. Sinto uma responsabilidade acrescida, mas gosto dessa exigência. Sei que tenho de ajudar os meus colegas e puxá-los para cima, mas às vezes tenho de os advertir. Só tenho a agradecer ao míster por me ter dado esta oportunidade. É um orgulho poder usar a braçadeira do FC Porto.”
No topo da Europa e do Mundo
“O Europeu e o Mundial foram momentos muito marcantes para mim, porque quando representas a seleção e o teu país sentes um orgulho ao ver que toda a tua família, todos os teus amigos e mesmo as pessoas que não conheces estão a apoiar-te. É muito importante e vai sempre ser um dos momentos mais marcantes da minha carreira.”
Dragão de Ouro Revelação
“O FC Porto é o clube do meu coração. Todos os portistas têm o sonho de um dia poder ganhar um Dragão de Ouro. Estou cá há muitos anos e sempre trabalhei para que isto acontecesse. Nunca imaginei que fosse tão cedo, mas receber um Dragão de Ouro é um orgulho para qualquer jogador que use esta camisola.”
O estágio no Algarve
“Tive a oportunidade de estar presente no estágio da equipa A e aproveitei muito. São momentos inesquecíveis. Poder estar com jogadores que são referências e que admiro pela forma de jogar é muito especial. Saber que o Clube continua a confiar em mim é muito bom e agora tenho de continuar a fazer o meu caminho e a crescer. O estágio foi incrível. Criámos muitos momentos com os jogadores e essas memórias vão ser sempre muito especiais para mim. Espero ter mais momentos desses e vou continuar a trabalhar para voltar a ter essa oportunidade.”
Em três frentes
“Acho que me obriga a criar vários estímulos e a estar habituado a vários desafios e contextos. Tem sido um ano desafiante, não vou mentir. Tem sido muito cansativo e exigente, mas é para isso que cá estou. Quero trabalhar todos os dias e evoluir. A oportunidade que me estão a dar de treinar em vários contextos, seja nos sub-19, na equipa B ou na equipa A, só me faz crescer e está a ajudar-me a tornar-me um melhor jogador.”
A equipa B
“No início foi complicado, acho que toda a gente sabe disso. Foi um processo demorado, mas agora temos uma equipa muito unida. O míster ajudou-nos a criar uma boa equipa e os jogadores mais velhos receberam-nos muito bem. O Clube está a dar-nos oportunidades de crescer e acredita muito em nós. Isso ajuda-nos a ter mais confiança e faz de nós melhores jogadores.”
O primeiro golo como sénior
“Estamos todos a remar para o mesmo lado. Só pensamos em ganhar. Nesse jogo estávamos a perder e eu acreditei que a bola ia sobrar para mim, cheguei à área, a bola caiu mesmo à minha frente e eu chutei. Foi mesmo no último minuto. Só queria festejar com os meus colegas e aproveitar o momento. Foi um festejo de equipa, muito parecido com o da equipa A. Revemo-nos muito na equipa A, gostamos muito do que eles fazem e queremos chegar onde eles estão.”
Jogar no CTFD Jorge Costa
“É a nossa fortaleza e a nossa casa. A força que os adeptos nos dão é muito importante. Eles fazem-nos acreditar e puxam por nós, são uma força extra que nos completa mesmo quando não estamos tão bem. Eles apoiam-nos e fazem-nos ganhar mais confiança. Acima de tudo, são eles que nos guiam às vitórias.”
Treinos com o plantel principal
“Acho que cresci muito ao longo desta época, mas sei que ainda tenho muito por onde crescer e evoluir. Não dá para explicar o ritmo da equipa A. Só quem está lá e treina com eles é que percebe a capacidade de trabalho deles. Acho que eu e os meus colegas nos conseguimos adaptar, mas foi difícil. Posso garantir que eles só conquistaram o título porque trabalham muito e estão todos de parabéns pela capacidade de trabalho que têm e pelo esforço que demonstraram ao longo da época.”
Metas traçadas
“O meu grande objetivo é chegar à equipa A, afirmar-me e poder conquistar muitos títulos com este Clube. Já tive a oportunidade de treinar com eles, mas sei que ainda tenho muito para evoluir. Quero continuar a trabalhar e, se possível, conquistar muitos títulos com este Clube.”
Promessas para o futuro
“Vou dar sempre tudo por este Clube, como fiz até hoje. O FC Porto é o clube do meu coração. Nunca vou desistir, vou dar sempre o meu máximo e honrar esta camisola até ao fim.”






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