Francesco Farioli elogiou “o espetáculo fora das quatro linhas” na vitória frente ao Santa Clara (1-0), “uma antecipação do que vai acontecer nos Aliados”
Ao cabo de “um jogo com um significado especial” por permitir “festejar o título com os adeptos”, Francesco Farioli mostrou-se satisfeito por “acabar com uma vitória” frente ao Santa Clara (1-0), mas deu especial destaque ao “espetáculo fora das quatro linhas”, que “foi apenas uma antecipação do que vai acontecer nos Aliados”.
Questionado sobre as estreias de João Costa e de Bernardo Lima, o treinador afirmou que o guarda-redes “merecia muito por tudo o que trouxe à equipa desde o primeiro dia em termos de presença, compromisso e demonstração do que é o ADN do FC Porto” e que lançar o jovem médio foi também já a pensar “no futuro que terá pela frente, que com certeza será brilhante”. Acerca da importância do regresso de Nehuén Pérez, o técnico foi perentório: “Foi fantástico tê-lo de volta porque é importante e muito acarinhado por toda a gente”.
Um espetáculo fora das quatro linhas
“Foi um jogo com um significado especial por podermos festejar o título com os nossos adeptos. Foi bom acabar com uma vitória, mas o verdadeiro espetáculo estava fora das quatro linhas. Foi apenas uma antecipação do que vai acontecer mais logo nos Aliados.”
Rodrigo Mora a ponta de lança
“Foi algo que fizemos três vezes na época, durante poucos minutos. Hoje queríamos muito acabar com o Rodrigo Mora em campo e fazer entrar o Gabri Veiga, por isso foi a solução encontrada de acordo com a gestão da equipa. É uma possibilidade, vamos ver que ideias aplicamos na próxima temporada.”
As estreias de João Costa e Bernardo Lima
“O João Costa merecia muito este momento por tudo o que trouxe à equipa desde o primeiro dia em termos de presença, compromisso e demonstração do que é o ADN do FC Porto. Todos viram como os jogadores festejaram a defesa que fez. Somos uma família e o João Costa tem um papel muito importante neste grupo. Quanto à estreia do Bernardo Lima, foi muito merecida pelo que fez com o FC Porto e com a seleção nacional, pensando também já no futuro que terá pela frente, que tenho a certeza de que será brilhante. Tudo depende do trabalho, da capacidade de desenvolvimento dele e de estar preparado para quando a oportunidade surgir.”
O regresso de Nehuén Pérez
“Aquela lesão frente ao CD Nacional, no início da época, foi um momento pesado para todos. Esteve quase dez meses de fora, foi fantástico tê-lo de volta porque é importante e muito acarinhado por toda a gente.”
Hora de celebrar
“Pela primeira vez, digo que é hora de celebrar. Foi um título muito merecido, fomos líderes do primeiro ao último dia, já partilhei nas últimas conferências de imprensa a minha gratidão para com todas as pessoas que trabalham comigo. Hoje é mais um dia para exaltar este grupo, os jogadores, o staff e especialmente a Direção e o Clube por tudo o que nos deram. Os jogadores conseguiram fazer uma temporada fantástica.”
Preparados para o futuro
“A lista do que queremos fazer está pronta, estamos completamente alinhados quanto aos jogadores com os quais gostaríamos de contar no futuro, mas agora é hora de dar crédito a todos estes atletas porque fizeram uma temporada fantástica. Penso que não faz sentido falar mais disso neste momento.”
2026/27 em fase de preparação
“Desde que conseguimos matematicamente ser campeões, tínhamos um objetivo, que era chegar aos 91 pontos. Conseguimos chegar aos 88, que é o terceiro melhor registo na história da Liga, o que não é o ideal, mas continua a ser muito bom. Tentámos terminar bem a temporada, com uma vitória que conseguimos hoje. No tempo livre, tentámos antecipar e preparar as exigências que trará a nova temporada, não só ao nível de reforços, mas também de como podemos melhorar internamente e em termos de estrutura. Até segunda-feira, há folga para toda a gente, porque celebrar também é importante, e a partir de terça-feira estaremos completamente focados na próxima época.”
O Mar Azul que nunca falhou no apoio
“Senti-me muito acarinhado desde o primeiro dia. O Clube e os jogadores abriram-me as portas e, desde o primeiro momento, arrancámos a todo o gás. Durante a época, com os altos e baixos que acontecem naturalmente, mantivemo-nos sempre juntos. Disputámos 32 dos 34 jogos como se estivéssemos a jogar em casa. Nos outros dois éramos menos, mas fizemos o barulho suficiente para cumprir a nossa parte. O apoio dos adeptos foi assinalável, nunca falharam no apoio à equipa, e isso foi o primeiro passo para o triunfo. Queremos manter esta energia na próxima temporada, se possível ainda mais porque é o que realmente precisamos.”
Uma dupla de relevo na baliza
“Tanto o Cláudio Ramos como o João Costa tiveram um papel preponderante na temporada. Competir com um guarda-redes do nível do Diogo Costa é muito difícil. Todos sabemos o que ele vale, não só como jogador, mas também como líder, e eles fizeram um trabalho fantástico na sombra, no Centro de Treinos. Tenho em mente tantos dias que se seguiram aos jogos, períodos muito importantes para nós em que eles foram cruciais a elevar o nível. Tiveram um valor invisível de fora, mas de dentro esse valor é claro e a forma como os jogadores reagiram hoje à entrada do João Costa é demonstrativa disso mesmo.”
Invictos em casa na Liga
“O poder dos nossos adeptos, este sentimento de jogar realmente em casa, foi um fator diferenciador nesta temporada. Espero que na próxima temporada aconteça o mesmo, se possível ainda com mais intensidade.”
O ponto de partida para a próxima época
“Temos de começar onde terminámos, mas sem nunca esquecer de onde começámos nesta época. É obrigatório manter a humildade e O espírito de sacrifício. O título e as celebrações duram até amanhã, depois o que já está feito é passado. O futebol vai trazer-nos novos desafios e temos de nos focar no que se segue. Haverá muito por jogar.”
Juntos contra todos
“A união que tivemos desde o primeiro dia foi a nossa maior força. A época trouxe-nos muitos desafios, tivemos alguns extra dentro e fora do campo, mas a equipa encontrou sempre uma forma de dobrar o esforço, o que é muito importante no FC Porto. Fechamos a temporada com uma imagem marcante da equipa toda a correr para trás num dos últimos lances do jogo. É o que temos de levar para a próxima temporada porque teremos novas batalhas no nosso caminho.”
O festejo em Braga
“Na verdade, esse festejo foi o acumular de tudo o que tinha acontecido no jogo. Jogámos muito bem, estivemos em desvantagem por causa daquele penálti sobre o qual podemos discutir e a reação da equipa foi fantástica. Quem entrou trouxe esse extra de esforço que permitiu a reviravolta num campo difícil. Foi um dos jogos em que a emoção falou mais alto, mesmo antes da pausa internacional.”
A chegada ao Porto
“Tenho uma imagem da chegada ao Porto no meu Whatsapp, foi o primeiro passo. A minha família sempre esteve comigo em todos os momentos, tal como tinha acontecido naturalmente, e dei-lhes a minha medalha porque realmente merecem.”
Um título de todos
“Aprendi muito ao longo do último ano. A grande diferença para o ano passado é que encontrei aqui um Clube feito de pessoas que realmente me deram as melhores condições para fazer o meu trabalho e que investiram nesta época tanto como eu. Falo do presidente; do Tiago Madureira e do Henrique Monteiro, que estiveram sempre comigo no Olival; da minha equipa técnica fantástica. Este título é de todos. Estou muito feliz por poder levar as coisas ao rumo certo e trazer o troféu ao Estádio do Dragão.”
Exigência máxima
“Somos muito exigentes e procuramos sempre pelo que poderíamos ter feito melhor. Nas duas Taças, poderíamos ter tido outra prestação, mas se formos racionais, fizemos algo incrível. Começámos a nove pontos dos outros na última temporada, mas acabar com mais seis pontos, ou o que for, é muito bom. É mais um título para a nossa história, mas o que mais importa é o presente e o que temos por diante.”
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