Fernando Gomes, administrador da SAD e vice-presidente do FC Porto, anunciou a medida em conferência de imprensa no Estádio do Dragão
A administração da SAD do FC Porto marcou presença esta manhã na Tribuna VIP do Estádio do Dragão para aclarar a situação financeira da instituição portista. O administrador e vice-presidente com o pelouro financeiro, Fernando Gomes, anunciou que a sociedade “conseguiu congregar os meios financeiros indispensáveis para pagar nos próximos dias os 35 milhões de euros” relativos ao empréstimo obrigacionista adiado devido à pandemia.
A “resposta muito incentivadora por parte do mercado”, no qual “a procura mais do que duplicou em relação à oferta”, contribuiu para a antecipação do reembolso e para que, “pela primeira vez”, a SAD do FC Porto esteja em condições de “pagar um empréstimo obrigacionista antes da data limite”, revelou Fernando Gomes.
Relativamente ao fair play financeiro, o administrador da sociedade reafirmou estarem “criadas todas as condições para que o FC Porto possa terminar este ano com as regras impostas”. Isto “se não houver nenhum sobressalto até ao fim da época”, reforça Fernando Gomes, que espera “uma segunda parte do exercício com algumas transferências, como é o caso do Danilo e do Vitinha”. “Precisamos de fazer qualquer coisa como 38 milhões de euros em mais-valias até ao final da temporada, que é praticamente o que o Danilo e o Vitinha garantiriam. Realizando-se esses dois negócios ficamos relativamente tranquilos.”
“Temos um novo empréstimo obrigacionista, que vence em junho, e vamos repetir esta operação”, esclareceu o vice-presidente com o pelouro financeiro. “Queremos que os empréstimos obrigacionistas se mantenham nos 70 milhões de euros, em duas tranches de 35 milhões”, acrescentou. A Liga dos Campeões é essencial para a tesouraria do clube, ao garantir um “apoio de 74 milhões de euros, quase 50% do orçamento”, pelo que Fernando Gomes garante: “Não esperamos outra coisa [que não a entrada na prova em 2021/22] desde que o campeonato começou. Para o FC Porto, não participar na Liga dos Campeões é um duríssimo golpe e trar-nos-ia grandes dificuldades para o próximo ano”.
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