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Declarações de Francesco Farioli após o FC Porto 2-2 FC Famalicão

O FC Porto empatou com o FC Famalicão na 28.ª jornada do campeonato (2-2) e Francesco Farioli reconheceu que este “não foi o melhor jogo”: “A exibição ficou abaixo do nosso nível. É uma pena não termos conseguido o resultado que queríamos em casa”. Depois de “pagar o preço” por uma exibição que “não correspondeu às expectativas”, é hora de “virar a página”, até porque “daqui a cinco dias arrancam os quartos de final da Liga Europa” e “não há tempo para pensar mais neste jogo”. “Quando cá cheguei disseram-me que tinha de lutar contra tudo e contra todos. A mensagem é clara: temos de duplicar o nosso esforço para conquistar o que queremos e merecemos”, concluiu o técnico italiano no rescaldo da partida. 

Virar a página
“A exibição ficou abaixo do nosso nível, apesar de termos estado à frente na reta final do jogo. É uma pena não conseguirmos o resultado que queríamos em casa. Não foi o nosso melhor jogo, mas não podemos focar-nos nisto. Tenho de agradecer aos adeptos, que ficaram do nosso lado e nos apoiaram durante 100 minutos. Agora temos de virar a página, daqui a cinco dias vamos disputar os quartos de final da Liga Europa e não temos tempo para pensar mais neste jogo.”

Impacto da pausa para as seleções
“Os jogadores passam 15 dias fora, a fazer coisas diferentes e a responder a outras exigências e não é fácil voltar no máximo dois dias depois de viajar mais de mil quilómetros. Não é uma desculpa, é um facto. Hoje não correspondemos às expectativas e contra um adversário como o FC Famalicão, que está a fazer uma grande época, não podemos desperdiçar minutos como fizemos.”

O FC Famalicão
“Eles tiveram uma abordagem parecida com a da Taça, mas hoje nós chegámos tarde. Temos de estar no máximo todos os dias e ser físicos e energéticos, mas hoje falhámos nesta parte e pagámos o preço.”

Ausência de um 10
“A interpretação do Seko Fofana e do Victor Froholdt foi boa. O Seko deu um bom contributo e, além do golo, ainda teve outros bons momentos. Faz parte do futebol. Não podemos estar no nosso melhor sempre. Neste caso foi uma suspensão, às vezes são lesões, isto tudo faz parte. Temos qualidade suficiente para conseguir outro resultado, mas não colocámos em campo tudo o que deveríamos.”

O estado da arbitragem
“Era muito importante ganhar. Não fizemos o nosso melhor jogo. Já tivemos o nosso momento para processar. É muito doloroso estar sempre a comentar as mesmas coisas, mas a imagem de hoje também fica clara. É um problema que se repete. Acho que a ação do Deniz Gül era um penálti claro. Esta área que costumamos definir como cinzenta está a tornar-se verde a cada dia que passa. Acho que o futebol português não merecia a vergonha que está a passar na imprensa internacional, mas as coisas são como são. Quando cá cheguei disseram-me que tinha de lutar contra tudo e contra todos. A mensagem é clara. Temos de duplicar o nosso esforço para conquistar o que queremos e merecemos.”

Rodrigo Mora
“Sentiu uma dor na outra perna. Teremos de ver. Vai ser difícil recuperar, mas temos de verificar amanhã."

O que falhou?
“Podem ter sido várias coisas. Pode ter sido físico, psicológico, não sei. Não fizemos a exibição que queríamos. O mais importante era que toda a gente estivesse junta e interligada, mas a performance de hoje não esteve ao nível que queríamos, infelizmente.”

Episódios insólitos
“É normal que o golo do Seko Fofana tenha sido muito festejado… Os eventos estão sempre a repetir-se. Não estamos a falar de um único episódio, mas de vários, já quase que podíamos fazer uma série da Netflix com tudo o que tem acontecido. Tudo depende da interpretação. Esta área deveria ser cinzenta, mas está a mudar de cor. Já tínhamos visto o que tinha acontecido ontem e hoje vimos o que aconteceu. Quando abri o Twitter hoje de manhã, a imprensa internacional só falava nisto. Os títulos eram claros. Esta situação já é comentada fora de Portugal e está a tornar-se pior a cada dia que passa. Se pensarmos em três episódios - o lance do Gabri Veiga em Braga, o lance de ontem à noite e o lance de hoje - temos três diferentes critérios. Ontem nem a melhor conta do Twitter estava a ser capaz de atualizar os episódios do jogo. As coisas são como são. Hoje não merecíamos a vitória, porque não estivemos ao nível.”

Foco na Liga Europa
“É uma longa maratona. Há momentos em que ganhamos vantagens, outros em que a deixamos fugir. Hoje foi esse o caso. Temos de virar a página, porque quinta-feira temos um jogo importante contra o Nottingham Forest e temos de estar no nosso melhor.”

O lance entre Zaidu e Gustavo Sá
“Não tenho em mente esse episódio. Tenho de rever as imagens e na próxima conferência falamos disso.”

Critérios díspares
“Se a ação do Gabri Veiga em Braga é penálti, então tanto o de ontem como o de hoje também são. A área de interpretação está a mudar. Há momentos em que um empurrão é suficiente e, na semana seguinte, já não é. O problema é a direção que isto está a tomar. A área cinzenta é verde desde o início da época.”

A gestão do tempo de jogo
“Quando o Diogo chutou a bola, faltavam poucos segundos para os 98 minutos. Há momentos em que temos de ser inteligentes e proteger a bola com mais energia. Devíamos tê-lo feito, mas não fizemos. Depois do golo do Fofana tivemos um contra-ataque para fechar o jogo e não o gerimos bem. São pequenos detalhes que podem ser cruciais. O passado é o passado e não o podemos alterar, só podemos aprender com ele e queremos aprender rapidamente, porque há momentos que podem ser decisivos e definir o nosso resultado final.”

Culpa própria
“É a quarta vez que jogamos contra o FC Famalicão, além dos três jogos oficiais já os tínhamos defrontado na pré-época, e conhecemos bem esta equipa, mas hoje eles adaptaram-se. O resultado de hoje foi responsabilidade nossa, porque não estivemos ao nível, não tivemos a velocidade, a eficácia, a agressividade e o posicionamento certos para construirmos o jogo. Fomos passivos e isso levou-nos a uma performance que esteve abaixo do nivel. Não merecíamos ganhar, porque não fizemos uma boa exibição. Ainda assim, é sempre bom ter os resultados, mesmo quando não merecemos. As condições estavam lá, mas não gerimos da forma que devíamos.”

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