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Francesco Farioli quer a equipa “ligada em cada lance” frente ao Estoril Praia (domingo, 20h30)

Em mais um desafio desta reta final “muito exigente” da temporada, o FC Porto desloca-se ao Estoril para medir forças com “uma equipa que tem feito uma época muito positiva” na 29.ª jornada da Liga (domingo, 20h30, Sport TV1) e Francesco Farioli sublinha que “o que mais importa é a equipa estar ligada em cada lance do jogo”, com “a mente fresca em cada decisão e o desejo de abordar todos os duelos com a agressividade habitual”.

Ciente de que “a união vai ser crucial” nestes “últimos 45 dias”, o técnico frisou que “a família portista tem de se unir e empurrar toda a gente na direção certa”, até porque não há “qualquer dúvida de que todos os jogadores estão completamente focados para conseguir o melhor para o FC Porto”: “Sabemos por quem jogamos, pensamos em muita gente por quem queremos lutar, o espírito e a mentalidade estão lá, por isso estamos preparados para encarar estas últimas semanas, em especial o jogo de amanhã”.

O Estoril Praia
“Vamos jogar contra uma equipa que tem feito uma época muito positiva, com um futebol muito ofensivo. Normalmente os jogos do Estoril têm muitos golos, é um dos melhores ataques da Liga, por isso vai ser um jogo complicado e que exige que entremos em campo com a mentalidade certa e na melhor forma.”

O calendário habitual
“Não é a primeira vez. Já fomos os últimos a jogar em 25 ou 26 jornadas, é um cenário que conhecemos bem e, por isso, a prioridade é estar focados no nosso jogo e colocar todas as energias aí.”

Foco bem definido
“Todos os jogos têm peso e importância, o de amanhã é importante, mas está a colocar o peso nas consequências. A verdade é que o que mais importa e o que temos de manter para o resto da temporada é estarmos ligados em cada lance do jogo. Colocar a energia em cenários hipotéticos não nos dá qualquer tipo de vantagem. De fora, construir essa narrativa com possíveis consequências, como já aconteceu antes, é algo que ajuda a vender jornais e respeito o vosso trabalho, mas temos de ir lance a lance e mantermo-nos ligados ao que está a acontecer no presente.”

A eficácia de remate
“É um aspeto em que temos de trabalhar. Falámos depois do jogo frente ao Nottingham Forest, analisámo-lo e ficou ainda mais claro do que me tinha parecido em tempo real. Há sempre que ter em conta as ausências do Luuk de Jong e do Samu, mas a equipa tem tentado responder de forma coletiva. Mencionou o William Gomes, que amanhã não vai estar no jogo e que se chegou à frente no que à contribuição direta para golos diz respeito, tivemos um grande impacto também dos médios e agora cabe a todos trabalharem para colmatar estas ausências que temos na frente. Subir a percentagem de eficácia nos remates será muito importante.”

Experiência e irreverência para atacar todas as frentes
“Temos uma boa mistura entre jogadores jovens e experientes, reunimos todos os elementos: de um lado o sangue-frio que advém da experiência para entrar nesta reta final da temporada e do outro a energia e irreverência dos mais novos. Temos boas caraterísticas no plantel para terminarmos a época da melhor forma e a mistura e a união certas, bem como este espírito familiar que nos ajudou a ultrapassar todas as dificuldades que sentimos desde o início da temporada. Foi uma época de muitas emoções, de muitos momentos difíceis e a resposta da equipa em campo tem sido sempre muito boa. Sabemos por quem jogamos, pensamos em muita gente por quem queremos lutar, o espírito e a mentalidade estão lá, por isso estamos preparados para encarar estas últimas semanas, em especial o jogo de amanhã.”

Oskar Pietuszewski
“Troquei umas palavras com o Oskar Pietuszewski nos últimos dias, quando ele voltou da seleção e depois do jogo com o FC Famalicão, porque achei importante clarificar as minhas decisões. Se pensarmos como a vida dele mudou em dois meses, é incrível. De jogar na fronteira da Polónia, num bom clube mas longe daqui, para vir para um Clube desta dimensão na primeira experiência no estrangeiro com o rótulo de jogador com potencial para desenvolver durante dois ou três anos antes de dar o passo seguinte, e tornar-se um jogador tão importante, o peso nos ombros dele é muito diferente e as expectativas agora estão lá em cima. Cada vez que ele toca na bola todos esperam um golo ou uma assistência, mas essa não é a realidade. Ele é o mesmo Oskar, sabíamos que ele tinha muito talento, mas ainda tem de trabalhar em alguns aspetos. As experiências que viveu na seleção polaca foram significativas e esta primeira semana após o regresso serviu para ele voltar a comprometer-se com a equipa e tem trabalhado muito bem, com a frescura certa. Está pronto para nos ajudar amanhã ao nível que queremos, mas não se espere que cada bola em que ele toque será convertida num golo ou numa assistência. É algo que todos, a começar por ele, têm de ter na cabeça.”

Terem Moffi
“Quanto ao Terem Moffi, sabemos que os nossos adeptos são muito exigentes e isso é bom de certa forma. No último jogo, ele acumulou alguma frustração, mas está a dar tudo o que tem, a trabalhar muito bem e, se olharmos para o crescimento dele nos últimos três meses, só podemos achar que está no caminho certo. Já marcou alguns golos importantes, mais virão, por isso a frustração e emoção do momento tem de ficar lá. A união vai ser crucial para esta fase final da temporada e a família portista tem de se unir e empurrar toda a gente na direção certa. Não tenho qualquer dúvida de que todos os jogadores estão completamente focados para conseguir o melhor para o FC Porto.”

A receita para o sucesso
“Desde o início da época que não podemos perder pontos. Se olharmos para os pontos das três equipas que estão no topo da Liga, estão melhores do que na temporada anterior. Os dois rivais que nos perseguem estão a ser melhores do que na última edição do campeonato, na qual tudo se decidiu na última jornada. Nós estamos bem acima do que fizemos no ano passado. Numa época em que os três candidatos ao título estão a exibir-se cada vez melhor, conseguir os três pontos em cada jogo é crucial. Como disse anteriormente, se durante os 90 minutos estivermos a pensar nas possíveis consequências do resultado, não vamos estar com a atenção de que precisamos para enfrentar todos os perigos que vão surgir. Nada tem de mudar, temos jogado com a pressão certa para ganhar, senão não podíamos estar aqui ao cabo de 45 jogos com 34 vitórias. A abordagem tem de ser a mesma, a mente deve estar fresca em cada decisão e o desejo tem de ser abordar cada lance com a agressividade habitual.”

Rodrigo Mora e Gabri Veiga
“Os nossos médios ofensivos têm tido um grande impacto na equipa. Mencionou o Rodrigo Mora, um jogador muito criativo que, se está a competir ao nível que está e ao ponto de ser chamado até à seleção nacional, não é só pela produção ofensiva, mas pela forma como compete. Está a tornar-se um jogador mais maduro e completo a cada dia, isso diz muito do trabalho que ele tem vindo a fazer diariamente para manter as suas mais-valias e melhorar os pontos em que ainda pode crescer. O Gabri Veiga, que é a outra mente criativa da equipa, foi decisivo em muitos momentos no arranque do último jogo, criou duas ou três oportunidades de golo e fez a assistência para o William Gomes. A avaliação tem sido muito positiva. São dois jogadores que conseguem acrescentar uma variabilidade ao jogo que muito poucos conseguem.”

Em alerta máximo desde o primeiro segundo
“Não sei se me expliquei bem, mas já dei a minha opinião. Das sete ou oito perguntas, quatro ou cinco foram sobre a pressão extra e sobre o quão decisivo é o jogo. O jogo de amanhã é muito importante, mas também o eram os contra o FC Famalicão e contra o SC Braga. Todos os jogos, neste momento da competição e com o ritmo com que estão as equipas que seguem na frente, têm grande valor, mas tentar adicionar um extra de motivação não é o que se pede. Precisamos de continuar a focar-nos em fazer boas exibições, porque é isso que nos colocará mais perto dos resultados que pretendemos. Pensar no que já aconteceu ou no que vai acontecer, de forma positiva ou negativa, não nos dá qualquer vantagem, por isso a nossa mentalidade tem de estar centrada na primeira bola do jogo e em todas as que vamos disputar. É essa a mentalidade que quero para o jogo de amanhã e para todos os que se avizinham. Quando falo em estar na melhor versão, é exibirmo-nos ao mais alto nível.”

Uma exibição diferente do resultado frente ao Nottingham Forest
“Se voltarmos ao jogo frente ao Nottingham Forest, criámos situações suficientes para terminar o jogo com dois ou três golos de vantagem. Ainda poderíamos ter gerado mais chances, mas às vezes esquecemo-nos da realidade, de que estávamos a jogar contra uma das equipas mais valiosas da competição, treinada por um técnico que conhecem muito bem pelas suas reconhecidas qualidades e pelo que fez aqui, por isso estarmos nesta fase da prova a queixarmo-nos de não termos ganho por dois ou três golos diz muito da exibição da equipa. Nem sempre o resultado acompanha a exibição, mas é algo que temos de trabalhar e de aceitar. O Nottingham está agora afastado das nossas preocupações, estamos focados nesta deslocação ao Estoril.”

Martim Fernandes
“Tivemos boas notícias do Martim Fernandes. Apesar do inchaço do tornozelo, os exames revelaram resultados bem mais positivos do que a primeira impressão dava a entender e é uma situação que vamos continuar a acompanhar nos próximos dias. Sobre o autogolo, não é a primeira vez que estamos aqui a falar de momentos de dificuldade ou erros, aconteceu com o Francisco Moura e com o Samu, é parte do jogo. A resposta do Estádio do Dragão foi fantástica, o apoio da equipa foi incrível porque só precisaram de dois ou três segundos para se aperceberem do que estava a acontecer e mais um para o confortarem. Claro que os dois minutos seguintes do Martim não foram nada fáceis, são instantes que ele adoraria esquecer, mas o crescimento também se faz aí. Ele já passou por outros momentos difíceis e voltou ao mais alto nível, ter 20 anos e fazer isso não é fácil, por isso acredito que vai regressar e ajudar-nos porque tem as caraterísticas necessárias para se exibir a um nível de topo. Cabe-nos, aos colegas e aos adeptos, apoiá-lo para que ultrapassemos estes últimos 45 dias muito exigentes. Estamos a jogar por coisas boas, que nos dão as sensações que queremos, e acredito que vamos chegar onde queremos.”

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