André Villas-Boas reagiu à conquista do campeonato, “o principal objetivo a cada ano”
Celebrado o 31.º campeonato nacional do palmarés do Clube, “um título dos adeptos” que “é o principal objetivo sempre, a cada ano”, até porque “não há nada como ser Campeão Nacional pelo FC Porto”, André Villas-Boas mostrou-se determinado a “não largar mais esta exigência diária” e “o lugar que pertence ao Clube”, bem como desejoso de que o título “sustente o crescimento desportivo daqui para a frente, que é o mais importante”.
O título é sinónimo de “alegria eterna, prestígio e currículo”, ainda mais porque permite ao FC Porto “ser o clube com mais títulos no futebol português”, por isso é hora de celebrar um “São João antecipado, à FC Porto”: “Hoje é um dia do Porto, da cidade do Porto e do FC Porto que tem de ser desfrutado”
Conseguimos juntos
“Este é um título dos adeptos. Em primeiro lugar, parabéns a todos nós, parabéns ao FC Porto. É o 31.º título, algo que nos orgulha muito e que nos fugia há muito tempo, sofremos muito com isso e encontrar o título é algo fantástico para nós. Queria começar por agradecer aos adeptos. Tudo o que vamos viver nos Aliados, o que vivemos no Dragão durante este ano com recorde de assistência, recorde de Lugares Anuais, fila de espera nos Lugares Anuais, número de associados que cresce 20% ao ano. Tudo isto é um novo relacionamento dos adeptos e sócios do FC Porto com o Clube. Isto é crescimento, união e a sustentação do que serão as vitórias futuras. O FC Porto encontra-se agora com a vitória e com o campeonato, e não queremos largar mais esta exigência diária que temos por parte dos nossos adeptos. Não queremos largar mais este lugar que nos pertence e que queremos manter connosco. Por isso, para nós é importante manter esta base, trabalhar em união e em espírito, não só os adeptos, mas também os jogadores e o treinador.”
Desfrutar em segurança
“Em primeiro lugar, espero que as pessoas desfrutem em segurança. Há um ambiente de festa e risco envolvido. Vamos experimentar algo que jamais fizemos, um São João antecipado, à FC Porto, e há barcos que vão seguir a comitiva do FC Porto, por isso há sempre risco. São esperadas 300 mil pessoas na Avenida dos Aliados, por isso protejam-se e protejam as vossas crianças. Haverá um perímetro de segurança que espero que as pessoas não interpretem como limitativo, é mais para nos certificarmos que teremos um bom ambiente, com segurança, e que as pessoas possam desfrutar. Vai ser uma noite longa, amanhã temos uma final da Taça de Portugal feminina para ganhar, mas hoje é um dia do Porto, da cidade do Porto e do FC Porto que tem de ser desfrutado.”
Objetivo cumprido
“Este é o principal objetivo sempre, a cada ano. Não há nada como ser Campeão Nacional pelo FC Porto, é algo que nos enche de orgulho, é alegria eterna, prestígio e currículo, por isso sinto mais alívio por termos dado a oportunidade às pessoas de desfrutarem de mais um título. Para as pessoas é isso, mais um título de muitos, permite-nos ser o clube com mais títulos no futebol português, o que é muito importante. Não temos de inventar Taças Latinas para somar ao nosso currículo. Que agarremos esta oportunidade, não a larguemos mais e que isto sustente o nosso crescimento desportivo daqui para a frente, que é o mais importante.”
Os passos a dar para o futuro
“O objetivo é esse, não largar mais a posição que o FC Porto sente como nossa. Há a cobrança de título inerente ao passado, por isso não queremos largar e é preciso construir a partir dessa base. Um clube português para ser sustentável financeiramente tem de gerar lucro. Encaixamos uma parte significativa com a Liga dos Campeões, mas a dificuldade é tornar o clube sustentável e temos obrigatoriamente de renovarmo-nos ano a ano no mercado. O objetivo é manter as peças fundamentais. Todos são decisivos, mas é preciso renovar e recriar.”
Um título com muita história
“O momento desportivo mais difícil foi ficar em terceiro lugar na época passada com todas as dificuldades. Muita coisa que foi feita no primeiro ano de mandato foi a chave para esta época. Vender o Nico González e o Galeno foi absolutamente fundamental em termos de gerar receita. O FC Porto tem, segundo o Transfermarkt, o plantel mais valioso do futebol português, por causa do sofrimento da época passada. Fomos obrigados a atuar no mercado, investimos e demos ao treinador maiores condições para atingir o sucesso. Obrigou-nos a sofrer na pele muita tristeza. Há expectativas muito elevadas após a mudança na presidência e o primeiro ano ser tão avassalador em termos negativos custou a muita gente.”
Francesco Farioli
“Era um treinador há muito desejado por nós, que esteve sempre nas cogitações do FC Porto. Motivou a equipa, fez funcionar o talento a nível coletivo e houve muito mérito.”
O mercado de inverno
"Houve cumplicidade no mercado de janeiro e oportunidade também. Ter a oportunidade de contratar o Thiago Silva não existe. Fomos a escolha dele e ele ajudou-nos muito para obter este título. Jogou cinco dias depois de começar a treinar. Havia vontade de reforçar as alas e a posição de ponta de lança, ainda antes da lesão do Samu. Estou muito agradecido à equipa que tenho comigo, no campo de gestão, no campo comercial e desportivo com o Tiago Madureira. Temos uma equipa de nível europeu que poucas têm. Pessoas com pouco destaque, mas decisivas para este clube e para este sucesso.”
Altos e baixos
“Foi o golo com o Sporting e o golo com o Famalicão, dois jogos acabaram empatados. Celebrei efusivamente, jamais pensei que houvesse volte-face. Depois há a vitória em Braga, que confirmou uma rota para o título. A ida a Braga, pelas condicionantes que trazia, jogar depois dos rivais, penálti contra daqueles na borderline e dar a volta ao resultado, um dos momentos marcantes é esse. O percurso desta equipa também é curioso, porque esta equipa sempre se encontrou na adversidade, nunca houve momentos de crise ou guerra interna, mas sim coesão, crença no título e manutenção dos princípios. Identificamos de jogo para jogo a mesma ideia coletiva, que está presente e muito vincada. Aqui há muito mérito do treinador, que manteve a sua visão, o seu projeto e a união no balneário. Mas celebrei esses tais golos efusivamente e depois, no último minuto, paguei o preço.”
Reestruturação do futebol
“O que temos em funcionamento, e no scouting houve mudanças profundas, o que encontrámos com o Tiago Madureira foi estabilidade interna na parte desportiva, que se estendeu ao scouting com o Paulo Araújo. Como ex-treinador tenho a sensibilidade de perceber que o treinador tem de identificar jogadores que servem para o projeto. O Pablo Rosario e o Seko Fofana são jogadores que ele conhecia e queria, depois o caso do Oskar Pietuszewski e do Victor Froholdt, com a estrutura em funcionamento. Aqui há um misto e consciência de que o trabalhar em grupo e em estrutura é melhor. Claro que nestas decisões há sempre discussão entre as partes para chegarmos a corpo comum de ideias, para podermos chegar ao sucesso.”
As lesões de Samu e Luuk de Jong
“Sobretudo na Liga Europa, fizeram-nos muita falta. Como sabem, na estratégia de Francesco Farioli há rotação e com jogadores como Samu e Luuk teríamos atingido final da Taça e a final da Liga Europa, não tenho dúvidas. O Deniz Gül deu tudo, tal como o Terem Moffi. Tem de se encontrar com o golo mais vezes, para se encontrar com a confiança. Vê-se no Deniz aquelas hesitações que, num jogador com mais golos, acaba por se notar menos, porque tem mais confiança.”
O primeiro campeonato nacional como presidente
“No treinador, as decisões estão vinculadas logo com o jogo. Uma substituição, uma estratégia que preparas, como marcas golo. Todo este dia a dia dá prazeres únicos. O presidente está numa função de gestão, a meter as pessoas certas nos lugares certos. Atingir a glória assim é diferente de atingir como treinador. Mantenho a minha vitória como treinador como mais saborosa.”
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