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FC Porto foi à Madeira vencer o Nacional por 4-2 nos “oitavos” da Taça de Portugal

O FC Porto teve de suar para garantir a qualificação para os quartos de final da Taça de Portugal. Ao início da noite desta terça-feira, na Choupana, os vencedores em título da competição precisaram do prolongamento para consumar uma vitória sobre o Nacional da Madeira por 4-2. Com seis mexidas no onze que havia vencido confortavelmente em Famalicão, na última jornada da Liga NOS, foi a novidade Luis Díaz que inaugurou o marcador no Estádio da Madeira. Os insulares responderam no primeiro tempo, deram a volta no segundo e só ao minuto 88 é que os detentores do triplete repuseram a igualdade. No prolongamento, e juntamente com Diogo Costa, os inevitáveis Sérgio Oliveira e Mehdi Taremi foram decisivos para que os azuis e brancos continuem em prova, a aguardar pelo vencedor do embate entre o Gil Vicente e o Académico de Viseu.

O FC Porto entrou com as lanças apontadas à baliza do Nacional e, ainda antes do quinto minuto, já Sérgio Oliveira tinha desferido o primeiro remate da partida. No canto que se seguiu, o melhor marcador dos Dragões em 2020/21 quase marcou um golo olímpico, negado pelo ferro da casa. A terceira e quarta oportunidades azuis e brancas também saíram dos pés do camisola 27, mas sem causar tantos sobressaltos ao Nacional. Em cima do minuto vinte, Nanu cruzou tenso de pé esquerdo, Toni Martínez atacou a bola e esta passou perto do poste direito de Riccardo. Um minuto depois, Nanu voltou a usar o pé esquerdo para virar o centro do jogo. Luis Díaz apareceu solto para receber e, após excelente movimentação de Mehdi Taremi, teve espaço para demonstrar toda a qualidade, fazendo o primeiro da tarde no arquipélago. A resposta surgiu logo a seguir e na única oportunidade de que o conjunto de Luís Freire dispôs no tempo inaugural. Riascos arrancou pela direita, cruzou rasteiro para Rochez e este trabalhou de forma eficaz sobre os centrais portistas de forma a conseguir rodar e repor a igualdade. Num relvado que começava a tornar-se impraticável, e a jogar a favor do vento, a oportunidade seguinte foi fabricada no Olival: livre lateral sobre a direita para o FC Porto, Tecatito Corona toca curto para Diogo Leite e o central canhoto disparou de longe e com estrondo à trave do Nacional. Antes do descanso, Corona ainda abriu o livro para assistir Luis Díaz de calcanhar dentro da área visitada, mas o colombiano não foi capaz de repetir a receita da Supertaça e a iniciativa de ataque saiu ao lado.

Com mais de uma dezena de remates dos campeões nacionais contra um único dos ilhéus, as equipas trocaram de campo e regressaram dos balneários para a segunda parte. A toada da etapa inaugural manteve-se após o recomeço, com o FC Porto instalado no meio-campo adversário e constantemente em busca do golo graças a várias iniciativas. No entanto, e no segundo remate do encontro, o Nacional fez o 2-1. Gorré abriu para Riascos e o colombiano fuzilou as redes de Diogo Costa graças a um potente remate à meia altura. Pouco depois, Rui Correia impede Toni Martínez de chegar à bola dentro da meia-lua e vê o segundo cartão amarelo. A partir daqui, e em superioridade numérica, os Dragões arriscaram tudo. Sérgio Conceição lançou Otávio e Zaidu para os lugares de Marko Grujic e Malang Sarr e as oportunidades continuavam a suceder-se. Já depois de João Mário e Marega terem rendido Nanu e Toni Martínez, a dupla irano-maliana dos portistas ia causando calafrios ao campeão da segunda Liga. Mas a arma secreta do ataque azul e branco continuava no banco. Vinte segundos depois de ter rendido Diogo Leite, e na primeira vez que tocou no esférico, Evanilson igualou a partida em cima da hora. Na reposição de bola, o Nacional remata ao ângulo desde o meio campo e obriga o 99 portista a grande intervenção. Já bem dentro do período de compensação, Mehdi Taremi sofre um toque nas costas dentro da área do Nacional e António Nobre manda seguir. Chamado por Vasco Santos a rever o lance, o árbitro de Leiria manteve a decisão e optou por não assinalar penálti.

O jogo seguiu para prolongamento com tudo empatado a dois e o FC Porto em vantagem numérica. Ainda com o pé quente, Evanilson rematou à meia volta e aqueceu as luvas a Riccardo. A fórmula vencedora viria a sair do laboratório do Olival. Sobre a direita, Otávio cobrou um pontapé de canto ensaiado para a entrada da área e Sérgio Oliveira correspondeu da melhor maneira possível com um remate de primeira ao poste oposto sem hipótese de defesa. Antes da mudança de lado, Sérgio Conceição fez sair Luis Díaz e apostou em Loum para reforçar o setor mais recuado, onde Pepe permanecia como o único elemento no eixo desde a saída de Diogo Leite. Na segunda parte do tempo extra, e depois de oferecer um golo a Evanilson, Taremi só teve de encostar para fazer o quarto tento e selar definitivamente a 15.ª vitória dos Dragões nos últimos 16 jogos. Num embate com emoção até aos últimos segundos, o árbitro assinalou grande penalidade a favor do Nacional nos derradeiros momentos por mão de Loum. Só que Diogo Costa estava empenhado em não sofrer mais nenhum golo e negou o remate dos onze metros a Vincent Thill. 

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