Declarações de André Villas-Boas na conferência Bola Branca, da Rádio Renascença
No rescaldo de “um ano estrondoso” que resultou de “muitas mudanças estruturais”, André Villas-Boas revelou que tem havido “muito poucas abordagens aos jogadores mais consagrados da equipa”, “um sinal de proteção dos ativos”, que a ideia passa por “manter a base da equipa para o próximo ano e reforçá-la” e que o Clube vai “ao mercado por um ponta de lança”, estando já “os alvos perfeitamente identificados”.
Na 4.ª Conferência Bola Branca, da Rádio Renascença, o presidente do FC Porto desmentiu o interesse em Cardoso Varela, “um jovem a quem foram vendidos sonhos” a quem desejou “a maior sorte do mundo” e teceu elogios a Rodrigo Mora - “um dos maiores talentos do planeta” -, a Diogo Costa - “um guarda-redes muito requisitado”, “capaz de aguentar o peso e carga que traz a camisola com o número dois” - e ainda a João Afonso - o primeiro reforço para 2026/27, em quem deposita “grandes esperanças” - antes de abordar a nova chave de repartição do processo de centralização dos direitos televisivos da Liga, “uma ideia que pode implodir o futebol português”.
“A centralização está cada vez mais ameaçada pelo CD Nacional e pelo CS Marítimo. Tínhamos feito grandes progressos que agora parecem estar em causa devido a uma ideia estapafúrdia. 80% ou 90% da demografia dos adeptos em Portugal está concentrada nos três grandes, são em realidade o grande motor do futebol português, sem desrespeito para com os outros. Os grandes portugueses são os dinamizadores do futebol português e merecem ter respeito. Já em alinhamento entre FC Porto e Sporting considerámos perder algum dinheiro para que houvesse mais dinheiro na centralização para os outros clubes, mas não podemos perder tudo de uma vez porque temos de continuar a conquistar o nosso lugar no ranking europeu, de continuar a competir”, afirmou André Villas-Boas, assegurando desde já que “o FC Porto atuará judicialmente caso a proposta do CS Marítimo e do CD Nacional seja aprovada em sede de Assembleia Geral da Liga”: “Atuaremos judicialmente e não iremos colaborar com qualquer operador em relação aos nossos ativos. É preciso haver um enquadramento”.
De novo em Lisboa
“Leitura política não, é a minha segunda visita em dois dias. Ontem estive no Festival ECO com muito gosto e muito prazer. No outro dia visitei os deputados da Assembleia da República e disse-lhes que ser portista em Lisboa é um desporto de alta competição, portanto sempre que um portista chegar aqui recebe de braços abertos essa alma portista em Lisboa, de grande combate.”
O trabalho que levou ao sucesso
“Ser Campeão Nacional é um prazer, dá vontade de falar sobre o que é este projeto e qual a transformação do FC Porto desde que assumi a presidência. Muitas mudanças estruturais, na parte da direção desportiva, do treinador, dos jogadores, muitos câmbios que nos levaram ao sucesso. Essa é a transformação desportiva do FC Porto de que me dá muito gosto falar, porque 2024/25 foi um ano difícil e passámos para um ano estrondoso num curto espaço de tempo, o que é bom para nós.”
Francesco Farioli
“Temos assistido as mudanças abruptas de treinadores, sobretudo no futebol europeu. Há bancos em que são dadas confianças a treinadores para projetos a longo termo que terminam passado seis meses, como aconteceu com o Xabi Alonso no Real Madrid e com o Liam Rosenior no Chelsea, portanto são cada vez mais projetos instáveis e acho que o Francesco Farioli se sentiu em casa e agarrado a uma visão. Nós também fizemos os nossos câmbios de um ano para o outro, fomos obrigados a mudar de treinador. Infelizmente já sofri na pele o que é a necessidade dessas mudanças. Mudam-se os líderes, a forma de comunicar e os métodos, por vezes tem-se resultados e noutras não, mas o que o Francesco Farioli encontrou no FC Porto foi estabilidade, comunicação franca e direta, uma estrutura que o suporta diariamente. Há muitas pessoas que trabalham na sombra para fazerem funcionar a máquina FC Porto e essa estabilidade é muito difícil de encontrar.”
Vítor Bruno e Martín Anselmi
“Estávamos numa situação difícil em termos de resultados. O FC Porto teve a oportunidade de ser primeiro classificado ao fim de 1.000 dias, num jogo que terminou mais cedo devido ao famoso nevoeiro da Choupana, e depois deu-se a meia-final da Taça da Liga contra o Sporting, a derrota em Barcelos, a derrota com o CD Nacional e achámos que era oportuno mudar. Optámos por um treinador que pensámos que nos ia levar até ao topo, com uma visão diferente e estruturante da forma de jogar. Um treinador que jogava com um 3-4-3 ou 3-5-2 dinâmico que nos deu vontade de explorar, principalmente tendo em conta as limitações do plantel que tínhamos na altura. Correram as duas mal, os resultados ditaram que as duas terminaram mal, terminou também mal o Mundial de Clubes e foi por isso que decidimos mudar outra vez. Investimos na equipa quase todo o dinheiro que tínhamos gerado em janeiro, na reformulação do talento à disposição do treinador.”
O mercado
“Não temos indicações nem abordagens nenhumas. Ainda ontem neguei uma abordagem do FC Barcelona. Há muita gente que funciona a partir das notícias, principalmente dos meios de comunicação social mais ligados ao mercado. Os movimentos de mercado atraem sempre o seu público, nomeadamente os adeptos dos clubes que gostam de ver os movimentos em antecipação. Tudo isto gera expectativas, ansiedade, excitação e é natural que o mercado tenda a oscilar muito. A verdade é que, em relação aos jogadores mais consagrados da equipa, temos tido muitas poucas abordagens. Isto é um bom sinal, de proteção dos nossos ativos e do nosso talento. Queremos manter a base da equipa para o próximo ano e reforçá-la. Temos algumas modificações para fazer, poucas, mas também temos de ter noção de que os clubes portugueses vivem muito do mercado.”
A realidade dos clubes portugueses
“Desses 500 milhões, 250 são de dívida financeira já alavancada para futuro. São dívidas a clubes que têm diferentes prazos de pagamento, a dívida financeira é a 25 anos. Temos de ter tesouraria e cash flows durante a época desportiva para fazer face a esses pagamentos e aos salários dos jogadores. É nesse aspeto que temos obrigatoriamente de operar no mercado, para que possamos fazer frente às nossas responsabilidades financeiras.”
Cardoso Varela
“Ainda ontem desmenti uma abordagem do FC Barcelona. Tenho uma boa relação com o Deco. Falei com ele sobre um dos temas que afetou muito o futebol português, o caso do Cardoso Varela. Houve discussões acentuadas com o FC Barcelona por um possível envolvimento, que me foi negado pelo Deco. As nossas conversas têm sido sobretudo à volta do Cardoso Varela e sobre alguns jogadores que o FC Barcelona possa ter que possam ser interessantes para o FC Porto, nomeadamente os jogadores jovens, que saem de La Masia. Essas conversas tiveram a ver com o Cardoso Varela, um miúdo a quem foram vendidos sonhos falsos e que se mudou para um clube amador na Croácia ao abrigo de uma lei de exceção que permite a transferência de menores para clubes amadores sempre que os seus pais estejam instalados nesse país. O pai do Cardoso Varela instalou-se na Croácia, na empresa de um sócio do seu empresário, numa gráfica. Tudo muito dúbio, estranho, e é um miúdo a quem foi vendida uma transferência para um grande clube que acabou por não acontecer. Entretanto o miúdo está relegado à equipa B do Dinamo Zagreb e tenta encontrar um futuro. Posso também desmentir as notícias de ontem: o seu futuro não é no FC Porto, mas desejo-lhe a maior sorte do mundo. Não tem toda a culpa no processo, mas foram-lhe vendidos sonhos para os quais são precisos agentes sérios e claros com as crianças.”
Rodrigo Mora
“O Rodrigo Mora encontrou-se numa posição totalmente diferente da era de Martín Anselmi para a de Francesco Farioli. Na anterior, era um avançado com liberdade total, o mister Anselmi jogava com interiores à volta do ponta de lança com liberdade total de movimentos e não há dúvidas de que isso potenciou a criatividade do Rodrigo Mora, tal como o facto de a equipa jogar com três centrais ou cinco defesas, o que dava outra liberdade ao jogador para expressar todo o seu talento. No sistema de Francesco Farioli, joga na posição de oito avançado ou oito/dez, uma função que obriga a outra intensidade e a outra responsabilidade defensiva, por isso é que provavelmente o Rodrigo não consegue pôr em campo toda a sua liberdade e criatividade, mas trabalha muito mais para a equipa e para a ambição do seu treinador. Em golos, não foi uma época como tinha sido a anterior, que havia sido a sua época de explosão, mas o talento está lá em absoluto. É um dos grandes talentos da geração portuguesa e não temos dúvidas de que é um dos maiores talentos do mundo. Na construção do plantel do próximo ano, mandam as opções do treinador e, neste momento, contamos com ele. Há sempre jogadores que sonham com outros voos e com a continuidade da carreira, mas está dentro dos nossos planos mantê-lo. Foi abordado no ano passado pelo Al-Ittihad, não houve acordo pela proposta feita, mas o Rodrigo Mora tem um talento que deve continuar no FC Porto para bem dos nossos olhos e para continuarmos a ver grandes espetáculos.”
Diogo Costa
“Igualmente, assim o desejamos. Sabemos que é um guarda-redes muito requisitado, que pode ter convites e que também tem uma ambição de jogar noutros campeonatos, no entanto é um jogador muito bem cotado, é o capitão do FC Porto e o jogador a quem pedi que use a camisola com o número dois para o ano.”
A camisola 2
“A camisola com o número dois traz muito peso e memória no FC Porto, ainda mais agora após o falecimento do Jorge Costa. Traz sobretudo muito peso e carga do FC Porto, peso e carga que acreditamos que o Diogo Costa está mais do que capacitado para aguentar e é por isso que eu gostava muito que a camisola número dois estivesse em campo para o ano. Isso seria sinal de que o Diogo Costa estaria connosco.”
Um regresso desejado
“Gostaria de resgatar o Vitinha, chateio-o muitas vezes com isso, mas ele diz-me que ainda não é altura. É um dos melhores jogadores do mundo, com muito sucesso no PSG, mas os bons filhos a casa tornam e espero que assim seja um dia. Com o Vitinha, com o Rúben Neves e com outros jogadores que nos deram muito e têm toda a capacidade para jogar no FC Porto.”
João Afonso
“É uma aposta, sem dúvida, um guarda-redes no qual depositamos grandes esperanças, talvez em emancipação até, dependendo do João e do enquadramento e respeito entre equipa A e equipa B. Do que analisámos do ponto de vista técnico, achamos que tem todas as condições para ser um grande guarda-redes do futuro do FC Porto e, esperemos, da seleção. Sobretudo vimo-lo na Liga Revelação, no espaço que o João Afonso frequentou mais tempo nos sub-23 do Santa Clara, mas anteriormente também nas camadas jovens do clube. É apenas o terceiro açoriano da história do Clube e poderá ser o segundo a estrear-se na equipa sénior, porque o Pauleta não se estreou. Tudo isto dignifica muito o futebol açoriano e temos grandes esperanças para ele. É um guarda-redes que o departamento de scouting de guarda-redes seguia há algum tempo e temos grandes expectativas.”
Samu
“Vamos ao mercado por um ponta de lança, porque temos de dar um espaço ao Samu. A previsão de regresso do Samu é em outubro, há um espaço de readaptação à alta competição e aos ritmos da equipa em outubro, portanto diríamos que em novembro, meados de novembro, o Samu estará a 100%. Até novembro, o FC Porto tem de se reforçar.”
A forma de atuar no mercado
“Os alvos estão perfeitamente identificados, há um pouco de tudo. Nós funcionamos um pouco por categorias, temos uma lista de talentos top tier, que corresponde aos melhores talentos identificados por posição, e depois temos diferentes listas por escalões, por valores e por contrato também, ou seja, jogadores com quem podemos negociar mais à vontade por terem contratos a terminar em 2027, por exemplo. O mês de maio é uma altura má para negociar, os clubes pedem muito dinheiro pelos jogadores e temos tentado evitar isso. Infelizmente, o grande mercado movimenta-se, também para os treinadores, em agosto. Em finais de agosto há muitas movimentações, por isso este é um caso de continuar a identificar, a falar com os agentes, a encurtar distâncias, a saber quais as condições que podemos ter para jogador e clube e depois aproximamo-nos do mercado na devida altura.”
As transformações estruturais
“Na direção desportiva, fizemos câmbios desportivos. O FC Porto mudou a sua estrutura de scouting de um ano para o outro novamente. Com a saída do José Maia, entregámos a direção ao Paulo Araújo, que veio do FC Barcelona. A direção desportiva do clube foi entregue ao Tiago Madureira com muito sucesso, uma pessoa que reestruturou todos os departamentos do Clube, trouxe organização, trouxe processo e uma linha de decisão muito clara. Toda esta mescla de direções desportiva e formação, também com o José Tavares, tem-se transformado num verdadeiro ano do Dragão. Falta-nos apenas os sub-15 e temos grandes esperanças de repetir um feito conseguido em 1996, que muito ambicionamos. Era um desejo conquistar os títulos de todos os escalões, isto é uma máquina que está presente, funciona e na qual o Henrique Monteiro está presente e a aprender nas funções de gestor executivo.”
Um novo rumo
“As mudanças estruturais no FC Porto são no plantel e na parte da direção desportiva, onde houve uma linha clara de decisão e organização, mais contacto entre as pessoas, uma promoção da estabilidade entre pessoas que é fundamental numa organização desportiva. Há muitos desencontros que se dão nas organizações desportivas por falta de comunicação. Foi isso que o Tiago Madureira, com a sua presença diária no Olival, acabou por trazer e dinamizar, linhas de comunicação muito claras entre departamentos para que tudo possa funcionar e o FC Porto, neste ano, teve sempre uma linha para seguir.”
Os direitos televisivos da Liga
“Não posso negar que o Frederico Varandas dá-me muito trabalho, temos uma animosidade muito grande, não gostamos um do outro, eu não confio nele nem ele em mim. O Rui Costa é um senhor do futebol, é um dos melhores talentos e jogadores portugueses de sempre, uma pessoa digna e humana que lidera o Benfica, o nosso maior rival, um rival histórico do FC Porto. O nosso maior rival histórico é o Benfica. Somos o clube com mais títulos no futebol nacional e temos partilhado isso abertamente em comunicação. Com o Rui Costa tenho uma comunicação muito estreita, direta e franca com ele, não fui agradável com ele quando referi que estava no bolso do Frederico Varandas, mas um alinhamento entre Benfica e Sporting parece cada vez mais evidente para determinados temas. Parece-me sempre com o objetivo de calcar os calcanhares do FC Porto e por isso fiz essa afirmação. Com o Frederico Varandas tenho uma animosidade muito pessoal, porque ele ataca-me no campo pessoal e familiar e não posso permiti-lo. Quando me falta ao respeito não posso permitir que isso continue. No aspeto profissional, partilhamos alguma visão, sobretudo no campo da centralização, que está cada vez mais ameaçada pelo CD Nacional e pelo CS Marítimo, com uma ideia que pode implodir o futebol português. Digo-o abertamente à frente do presidente da Liga. Trabalhámos dois anos numa chave de repartição, e bem, em sede da Liga, como bem sabem o FC Porto não foi apoiante da candidatura de Reinaldo Teixeira e ainda no outro dia lhe escrevi dando os parabéns pelo trabalho efetuado no primeiro ano de mandato, principalmente no campo da centralização. Noutros fiz as minhas críticas, às quais responderá se achar oportuno, mas no campo da centralização tínhamos feito grandes progressos que agora parecem estar em causa devido a uma ideia estapafúrdia. 80% ou 90% da demografia dos adeptos em Portugal está concentrada nos três grandes, que na realidade são o grande motor do futebol português, sem desrespeito para com os outros. Podem discordar na percentagem, mas até essa será certamente. Os grandes portugueses são os dinamizadores do futebol português e merecem ter respeito. Já em alinhamento FC Porto-Sporting considerámos perder algum dinheiro para que houvesse mais dinheiro na centralização para os outros clubes, mas não podemos perder tudo de uma vez porque temos de continuar a conquistar o nosso lugar no ranking europeu. Temos esta demografia asspcoatova muito própria no futebol português e, com todo o respeito, o CD Nacional, mesmo com os jogos dos três grandes, tem o seu estádio ocupado em 50%, o que se traduz numa média de 2.500 pessoas a ver por jogo. Não sei o posicionamento do Sporting, parece-me que será o mesmo do FC Porto. O FC Porto atuará judicialmente caso a proposta do CS Marítimo e do CD Nacional seja aprovada em sede de Assembleia Geral da Liga. Atuaremos judicialmente e não iremos colaborar com qualquer operador em relação aos nossos ativos. É preciso haver um enquadramento. Há um primeiro ciclo a ser cumprido que deve ser justo com todos, evidentemente mais com uns do que com outros, sendo que os três grandes perdem dinheiro. Há clubes que saem altamente valorizados desta nova chave de repartição, de que são exemplo o SC Braga, o Vitória SC e o FC Famalicão, que veem os seus direitos audiovisuais muito valorizados, mas é preciso ter noção e consciência.”
José Mourinho
“O José Mourinho é o referente enquanto treinador do treinador português, para mim sempre foi, é um ídolo de gerações. Não sendo jogador, sempre foi a referência para nós treinadores. Se há miúdos que agora querem ser treinadores aos 16 ou 18 anos, é muito por culpa do fenómeno Mourinho. Isso permitiu-nos que no campo da metodologia, da comunicação, da liderança e da excelência estejamos num campo ímpar de referência a nível de sistema educativo nas faculdades nacionais. Isso faz com que a qualidade do talento, e temos muito à disposição, apesar de o país apenas ter 11 milhões de pessoas, seja de excelência máxima. Por isso continuamos a gerar mais talento e jogadores. O seu desaparecimento será certamente para um grande clube europeu. A vinda do Marco Silva terá de perguntar ao presidente do Benfica.”
Futebol feminino
“Foi uma chegada abrupta à Liga BPI. Duas épocas de sonho, marcadas pela invencibilidade, uma delas com a chegada ao Jamor, onde as miúdas se portaram muito bem, com excelência e orgulho Porto. Disputaram o jogo até ao final contra o Benfica e muito nos orgulharam nesse percurso, eliminando três equipas da Liga BPI. Quero sobretudo que elas cheguem com o projeto consolidado, quero um projeto formativo. Os três grandes colaboram muito socialmente com a prática do desporto a nível nacional. As modalidades custam 12 milhões de euros à SAD do FC Porto, ao Benfica custam 20 e ao Sporting hão-de custar 16. Tudo isto é contributo social, para a saúde e para prática desportiva. Quero que estes projetos sejam formativos. Quero que o meu futebol feminino e o futsal - que anunciei ontem que íamos lançar a equipa sénior, porque escalões formativos já temos - sejam formativos, porque se forem apostas vincadas acabam por se tornar custos para clubes que já estão em situações financeiras muito precoces.”
O título no feminino
“Destronar o Benfica dos seus campeonatos é sempre uma obsessão para o FC Porto, seja no masculino ou no feminino, no futebol ou nas modalidades. Será um sonho que queremos cumprir, se for para o ano será perfeito, mas para termos aquela linha de continuidade formativa penso que será prematuro.”
Atletismo
“Gostávamos muito de ter atletismo, mas queremos ter atletismo através da Fundação. Queremos que em cada sócio haja um atleta do FC Porto. Queremos arranjar um formato em que os sócios do FC Porto corram com as cores do FC Porto e assim o representem, mas não no campo profissional, no nível amador.”
A ampliação do Estádio do Dragão
“É difícil pensar na ampliação do estádio. Tivemos 91% de ocupação do nosso estádio, tivemos muitos jogos cheios, com os 45 ou 48 mil adeptos, tocámos nos 50 mil frente ao Santa Clara, mas não nos vejo em condições financeiro-económicas para concretizar um sonho desses tão cedo. Estamos a refazer as áreas de corporate hospitality, de serviços, de catering e os restaurantes, mas para aumentar a lotação do Estádio do Dragão ainda é muito cedo. Só para lá de 2032, seguramente, porque na realidade chegamos a dezembro e janeiro e temos assistências a rondar os 35 mil adeptos. Ainda temos uma oscilação muito grande. Temos Lugares Anuais em espera, um crescimento associativo de 20% ao ano. Tudo isto são bons sinais, talvez para lá de 2032, até 2040, possamos pensar na ampliação do Estádio do Dragão.”
O Portal do FC Porto utiliza cookies de diferentes formas. Sabe mais aqui.
Ao continuares a navegar no site estás a consentir a sua utilização.